FESTAS ALEMÃS DO BORBOLETA



HISTÓRIA DAS FESTAS ALEMÃS DO BORBOLETA
O colono alemão era muito alegre, haja visto a preocupação em construir varias cervejarias, logo que aqui chegaram. em pouco tempo existiam várias.
Temos relatos sobre a fabricação artesanal de vinho de laranja, de chucrute e pães, as linguiças, também não faltavam. Sempre se falava sobre as bandas e as danças.
Com todos esses ingrediente podemos afirmar, que, mesmo com as dificuldades de adaptação e as fortes diferenças culturais, o alemão fazia festa. Fazia festas nas igrejas, gostavam de piqueniques e de ótimas reuniões familiares.Tudo era FESTA.
Alguns eventos familiares importantes aconteciam quando as famílias e vizinhos se reuniam para executar uma tarefa de maior porte e que acabavam virando uma “festa”. Era o abate de suínos, a fabricação do vinho de laranja.
Mas, alguns fatos surgiram e inibiram fortemente a manifestação da cultura alemã , que ficou restrita por muitos anos nas casas e na memória das pessoas. Fatores esses ocorridos em função de questões política e de estranhamento cultural, causados, principalmente pelas duas guerras e pela politica nacionalista na era Getúlio Vargas
O RESGATE DAS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS DE ORIGEM ALEMÃS EM JUIZ DE FORA
O desejo e a necessidade dos descendentes germânicos de reviver e/ou conhecerem a cultura de suas origens ficam evidentes quando se iniciou o resgate das manifestações culturais através da mais simples expressão popular que são as festas Alemãs.
Entre as colônias, foi a do Borboleta que iniciou esse processo que a levou ao destaque na preservação da cultura de sua origem Germânica. Os descendentes da colônia S. Pedro também sempre se esforçaram na preservação cultural de sua formação de origem e realizam anualmente a “festa da Colheita” no mês de outubro.
As tentativas de criar uma festa alemã, no Borboleta,começaram em 1969, mas,foi em 1990 que conhecemos um modelo de festa que deu certo e encontrou uma continuidade.
CENTRO FOLCLÓRICO TEUTO-BRASILEIRO DE JUIZ DE FORA
Nesse bairro , em 27 de agosto de 1967 ,foi fundado O Centro Folclórico Teuto-Brasileiro de Juiz de Fora com a finalidade de promover difundir e incentivar o folclore, o artesanato e cultura alemã.
Sua primeira diretoria foi composta das seguintes pessoas: PRESIDENTE DE HONRA: Itamar Augusto Cautiero Franco/ Presidente: José Emílio Kelper- Vice Presidente: Dirceu Scoralick Secretário: Armando Miterhoffer – Tesoureiro: Ademar Sebastião Haber/ Conselheiros: Ana Ester do Nascimento Schäfer, Maria Dosanjos Itaboray de Oliveira, Célia Maria Rodrigues Scoralick, Erna Schäfer, Célia Renk, Geraldo Wirtz, Lindoufo Munk, Otávio Kirchmaier e Ervindo Ligler.
Também no Borboleta em 27 de junho de 1993, foi criada a Associação Cultural e Recreativa Brasil Alemanha
FESTAS ALEMÃS DE 1969/1972/1975
O Centro Folclórico Teuto-Brasileiro de Juiz de Fora, em 1969, iniciou uma sequencia de festas alemãs que foram realizadas no adro da igreja de S. Vicente de Paulo no Bairro Borboleta como início de um projeto de resgate da cultura alemã naquele bairro.
Na época deu-se o formato de Festival de Chope onde se comprava um caneco e bebia – se a vontade. A festa era realizada num fim de semana e eram vendidas tortas, pães, linguiças e frios, chouriços e Queijo de Porco e artesanatos.
Era servido o chope José Weiss. E as linguiças e frios foram servidos pela JACOBANA (família Stephan) em 1969 
e 1971  e os BARTELS  em 1976.
Pessoas vestidas de trajes típicos davam o ar festivo.
As festas paralisaram em função do modelo de festival de chope, que não deu certo, por causa dos abusos e brigas.
Nas festas de 1969 e 1972, além do Teuto, participaram da organização e promoção: o Colégio CNEC através de seu diretor Reinaldo Lalau, a Igreja Luterana e a Igreja Católica.
A comemoração de 1975 foi realizada no adro da Igreja de S. Vicente de Paulo, mas, Organizada pelos Luteranos, Edson Munk e sua esposa Vilma Chofer Munk.
FESTAS ALEMÃS A PARTIR DE 1990  

Declaração de Luiz Antonio Stephan
A oportunidade de realizar uma festa alemã surgiu em meados de 1989 quando o dirigente da Igreja S. Vicente de Paulo, Luiz Chinelato, me procurou no “Stephan” à Rua Batista de Oliveira e relatou a necessidade de terminar diversas obras na igreja, Principalmente o telhado.
Chinelato queria fazer uma festa para arrecadar fundos, não sabia o que e nem como e solicitava sugestões.
Sempre guardei uma afetividade com o Borboleta, ali estava a origem de minha família por parte de pai, haviam lembranças e pessoas relacionadas, seria muito bom reaproximar-me dessa comunidade.
Também guardava, há algum tempo, a ideia de realizar uma festa alemã com a finalidade de iniciar um trabalho de resgate da cultura Alemã em Juiz de Fora.
Expus a ideia que foi aceita de imediato.
A próxima pessoa a aderir foi o então Vereador à Câmara Municipal, José Mauro Krepp que ao tomar conhecimento da proposta, encampou-a, de imediato e com muita emoção.
A sugestão da festa foi levantada a pessoas da comunidade e houve uma boa aceitação. Alguns que tinham participado das festas de 1969/1972/1975 ainda mantinham a lembrança dos problemas que aconteceram naqueles festejos e relutaram.
Propus então fazer um projeto e voltar novamente com a concepção mais aprimorada.
Outras reuniões foram acontecendo durante vários meses, sempre aos sábados à tarde no salão paroquial da igreja onde aconteciam trocas de ideias e informações permitindo o desenvolvimento da criação.
A partir de 18 de junho de 1990 as reuniões passaram a ser registradas em ata do Conselho Pastoral da Igreja de S. Vicente de Paulo:
Nesta, foi oficializada a proposta e apresentei o projeto com as chancelas de Chinelato e José Mauro Krepp.
Estiveram presente: Padre Freitas, Luiz Chinelato, Carlos Rossi, Waldemar kirchmayer, Vicente Clemente, Vagner C. Costa (Vavá) Adilson Chefer, Luiz Antonio Stephan José Mauro Krepp, Dirceu Scoralick, que aderiram ao projeto e marcou a data da festa para 6/7/8-setembro.
Os participantes resolveram convidar todas as entidades do bairro a participar, a ata foi assinada por Jacir André Hagen
No dia 25 de junho de 1990 na segunda reunião presentes: Padre Freitas, Luiz Chinelato, Carlos Rossi, Waldemar kirchmayer, Vicente Clemente, Vagner C. Costa (Vavá) Adilson Chofer, Luiz Antonio Stephan Jacir Hagen, Sr. Jair (Fundação Espírita Aurílio Braga Esteves), Luiz C. Barbosa e Ocimar Menini (Sport Clube Borboleta) José E. Kelmer, Dirceu Skoralick, Miguel Gomide, Claudio Krepp, Ivan J. De Oliveira (Centro Folclórico Te uto Brasileiro) Maria do Carmo Miteroffer
(Escola Estadual S. Vicente de Paulo) Manuel Quirino (Escola de Samba Borboleta) Salvador Biancovilli (Sociedade Pró- melhoramentos do Bairro) Barcelar (Igreja Luterana) e Dico (conferencias Vicentinas) Onde todos apoiaram e decidiram a participar da festa.
JOSÉ MAURO KREPP E LUIZ ANTONIO STEPHAN



Professor Dirceu Scoralick, Vagner Canelas ( Vavá),  Luiz Chinelato , Waldemar Kirchmaier
O PROJETO
O projeto levou em conta o potencial cultural do bairro, o que poderia ser produzido pela comunidade, como artesanatos, comidas típicas, apresentação de músicas e danças apropriadas, o espaço físico e a integração de toda a comunidade.
Para o enriquecimento da festa acrescentaram-se novos itens, principalmente no cardápio, que não faziam parte especificamente da cultura desses imigrantes locais.
Eram produtos que se consumia na Alemanha e começavam a ser comercializado em Juiz de Fora, depois de adaptados ao paladar brasileiro, pela empresa fabricante dos Produtos Stephan.
Joelho de porco defumado (eisbein) - Carré defumado (Kasseler), Salsicha Branca e Salsichão, foram as novidades que surpreenderam a todos e valorizaram o cardápio da festa.
Esse mesmo fornecedor cedeu os outros produtos, esses sim já conhecidos, como:
Frios: Galantina e fiambre com legumes.
-Chouriço Branco (Leberwurst) - Queijo de Porco (Schwatenmagem - chuadema?) - Salsichão - linguiça fina de lombo Linguiça de vinho.
O Goulach (prato de origem húngara e consumido em todo o norte da Europa), também fez parte da carta.
A mostarda escura, novidade, a ser usada no acompanhamento dos pratos foi trazida da Empresa Hemmer, de Santa Catarina.
Os outros Itens foram produzidos pela comunidade, como os acompanhamentos dos pratos: Salada Alemã, Chucrute, pão alemão e picles.
As tortas e Mini tortas, doces, biscoitos, pão alemão, Cucas.
O Apfell Strudel: O original Alemão, com maça e diversas adaptações como Goiabada, banana e coco.
Artesãos da comunidade realizaram trabalhos que para ser comercializados na barraca.  Foram providenciados canecos e botons alusivos à festa e Chapéus Típicos.
BEBIDAS
O Chope claro e escuro foi fornecido pela Antártica,apoio importantíssimo de seu diretor à época, Ricardo Guerra. Foram vendidos refrigerante de todas as marcas e vinhos.           
Definimos que a venda de chope seria em copos individuais para evitar os problemas das festas anteriores.
 Por interferência de Luiz Antonio Stephan, que na época era presidente do SINDICOMÉRCIO-JF, várias outras empresas   e  entidades da cidade colaboraram com seus apoios na confecção de cartazes, canecos, banners, programas etc.
 A principal  peça publicitária divulgada na TV local foi assinada pelo Stephan e Antártica.
ESPAÇO FÍSICO
Foi utilizado o entorno do adro da Igreja e o salão em baixo.
A Funalfa montou um palco para apresentações e as barracas de estrutura metálica.
As barracas foram identificadas com nomes de cidades alemãs e decoradas com painéis, na frente, imitando casas alemãs.
Foi instituído um concurso de melhor barraca com distribuição de troféus e concurso de rainha e princesas da festa.
ESTRUTURA
* UM RESTAURANTE COM 100 MESAS
Salão Berlim – Conselho Pastoral da igreja de S. Vicente de Paulo- Wagner Canelas – (Salão debaixo da Igreja) (comidas e bebidas) e bufê de comidas típicas com decoração de frutas.
* 6 BARRACAS DE COMIDAS E BEBIDAS (com 10 mesas cada, mais balcão de atendimento)
-Barraca Bonn – Comunidade Evangélica de Confissão LUTERANA (comidas e bebidas)
-Barraca Frankfurt- SSVP Conferências Vicentinas – José Giovanini (comidas e bebidas)
-Barraca Munique- Fundação Aurílio Braga Esteves –D. Yêda (comidas e bebidas)
-Barraca Hamburgo- G.R.E.E.S. Borboleta – Manuel Quirino (comidas e bebidas)
-Barraca Colônia – Sport Clube Borboleta – Luiz Carlos Barbosa (comidas e bebidas)
-Barraca Stutgard- Conjunto Flamboyant - condomínio (comidas e bebidas)
* BARRACA DE ARTEZANATO
-Barraca Dusseldof- Centro Folclórico Te uto Brasileiro com apoio da Escola Estadual S. Vicente de Paulo- Dirceu D, Célia e professoras da escola estadual.
*BARRACA DE CHOCOLATES (GRENOBLE)- Barraca Heidelberg – S.P.M. Borboleta.


PROGRAMA DA FESTA 1990

CONSIDERAÇÕES SOBRE O SUCESSO DA FESTA
Aprovado o projeto, todas as decisões passaram a ser decididas por um colegiado, embora, cada qual tenha assumido a sua responsabilidade.
COORDENADORES
Coordenador geral: Luiz Chinelato
Cultural: Professor Dirceu Scoralich
Social -: Miguel Gomide e Rolf Kurt Benda
Relações Públicas: Salvador Biancovilli
Licenças, alvarás e comes e bebes: Luiz Antonio Stephan, Manuel Quirino e Ademir Hansen.
Culto Ecumênico: D. Ieda, Carlos Rossi Walter de Mello.
Coordenador Financeiro: Vicente Clemente.
  COORDENADORES DAS BARRACAS
-Salão Berlim – Conselho Pastoral da igreja de S. Vicente de Paulo- Wagner Canelas – (Salão debaixo da Igreja) (comidas e bebidas)
-Barraca Frankfurt- SSVP Conferências Vicentinas – José Giovanini
-Barraca Munique- Fundação Aurílio Braga Esteves –D. Yêda (comidas e bebidas)
-Barraca Hamburgo- G.R.E.E.S. Borboleta – Manuel Quirino (comidas e bebidas)
-Barraca Colônia –Sport Clube Borboleta – Luiz Carlos Barbosa (comidas e bebidas)
-Barraca Stutgard- Conjunto Flamboyant - condomínio (comidas e bebidas)
-Barraca Dusseldof- Centro Folclórico Te uto Brasileiro com apoio da Escola Estadual S. Vicente de Paulo- Dirceu D, Célia e professoras da escola estadual. (artesanatos)
-Barraca Bonn – Comunidade Evangélica de Confissão LUTERANA (comidas e bebidas)
-Barraca Heidelberg – S.P.M. Borboleta. Salvador Biancovilli
Mais de uma centena de pessoas trabalharam nas barracas.
Toda a comunidade aderiu ao projeto da festa. A participação foi efetiva e ecumênica da imensa maioria dos moradores do bairro Borboleta, durante os preparativos e na execução da festa e o sucesso da mesma se evidenciou no número de frequentadores do bairro e de toda a cidade que ali estiveram durante o evento.
Durante os festejos, havia pessoas com ligações diretas ou afetivas com a cultura Alemã, identificadas com roupas chapéus, botons e outros adereços desfilando orgulhosamente pela festa. 
Foram vistos inúmeros grupos de pessoas, inclusive as mais idosas, revivendo histórias vividas por eles e/ou ouvidas de seus pais e avós.
A Música Alemã Lett Kiss se transformou na “Musica do Trenzinho” e passou a ser símbolo da Festa Alemã.
Foi escolhida a rainha da Festa: Marta Renck e as Princesas: Raquel Munk e Adriana A. Clemente através de “venda” de votos em benefício da Igreja.

TEMA DA FESTA DE 1990 (AS PRIMEIRAS FESTAS ERAM EMÁTICAS)
O FIM DO MURO DE BERLIM”
O Muro de Berlim ("Berliner Mauer" em alemão) foi uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental.
Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era apoiada pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos e a República Democrática Alemã (RDA), com o domínio dos países socialistas simpatizantes do regime soviético.
Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de atravessá-lo.
O Muro de Berlim começou a ser derrubado no dia 9 de Novembro de 1989, ato inicial da reunificação das duas Alemanhas, que formaram finalmente a República Federal da Alemanha, acabando também a divisão do mundo em dois blocos.
Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria.
FESTA ALEMÃ DE 1991
A festa de 1991 realizada nos dias 6,7 e 8 de setembro de 1991 Com o Tema: ”O IMIGRANTE ALEMÃO DE JUIZ DE FORA” consagrou a de 1990 e a superou em organização e sucesso.
Manteve–se a mesma estrutura da festa anterior, o ecumenismo com a participação efetiva de todas as entidades do Bairro e a participação da comunidade.
Barracas- Bremen: Igreja de Confissão Luterana: Doces, tortas e comidas típicas / Baden: Esporte Clube Borboleta- Comidas típicas/ Hamburgo: Fundação Aurílio Braga Esteves – Comidas típicas/ Saxônia: G.R.E.S. Borboleta- Comidas típicas/Holstein: Conferência de S. Francisco de Paula- Comidas típicas /Baviera: Escola Estadual S. Francisco de Paula- Queijos e vinhos/Essem: Igreja de S. Vicente de Paula- Souvenir, canecos, chapéus e camisas./Hanover: Centro Folclórico Te uto Brasileiro- Bolos, tortas e doces/ Tirol: Sociedade pró-melhoramentos do Bairro Borboleta – chocolates Grenoble/
Salão Berlim: Igreja de S. Vicente de Paula- Bar e restaurante.
Sábado e Domingo foram servidos Almoços típicos no Restaurante da Igreja e em diversas barracas.
Alem das apresentações de dança dos grupos folclóricos Munique e Kinder, da borboleta, tiveram a apresentação da Orquestra de Câmara do Centro Cultural Pró Música e da Banda Teutônica Berlim apresentando o Hino do Te uto.
Pesquisas concluíram que o comparecimento à festa acima de 40.000 pessoas.
Com os resultados da festa a Igreja acabou de construir o telhado. A receita liquida da festa foi de Cr$ (?) 5.306.490,70
INÍCIO DOS GRUPOS DE DANÇA TIPICA
Nessa festa iniciou-se um trabalho para resgatar a cultura alemã através da dança folclórica. MARIA DAS GRAÇAS SCHÄFER organizou os grupos de dança.
O Grupo de danças Schmetterling foi fundado em 16 de maio de 1990 por MARIA DAS GRAÇAS SCHÄFER e MARIA DO CARMO MITERHOFER, para as crianças e adolescentes com a finalidade de resgatar a cultura alemã através da dança folclórica. Em 16 de Junho foi criado o Grupo de Danças Folclóricas Munique com jovens universitários do bairro, por GRAÇA SCHÄFER, Patrícia Sbazze e Vilmar dos Reis Duque.
 Com a ajuda e boa vontade das senhoras da comunidade, providenciou-se a confecção dos trajes típicos.
Com o sucesso e a experiência adquiridos através das apresentações na festa de 1990, os grupos se organizaram e cresceram e se aprofundaram no estudo da Cultura e no Folclore. 
GRUPO DE DANÇA FOLCLÓRICA MUNIQUE
Com o apoio do Centro Folclórico Teuto Brasileiro, Maria das Graças Shäefer reuniu um grupo de adolescentes que , em 16 de Junho de 1990, fundaram o Grupo de Dança Folclórica Alemã MUNIQUE, sob sua coordenação, com os seguintes participantes: Viumar dos Reis Duque, Giselda Alves da Costa, Kelmer Hollerback, Simone Barcelar, Sergio dos Reis Duque, Marinês Biterer, Tadeu Antonio de Aquino Guedes, Maria Ferreira da Cunha, Cristiano Haens, Ana Lúcia Belgo, John Lenon da Silva, Milena Yung Shäefer, Antonio
Santos Tavares, Patrícia da Costa Shazzi, Gilson Carlos Barbosa, Ana Olivia Trevizani Shäefer, Juliano Yung Shäefer, Denise Shäefer Barbosa, Edmar da Silva e Elaine Krepp Delage.
Esses dez casais deram o nome ao grupo em homenagem à cidade de Munique, na Alemanha, onde se promove à tradicional “OKTOBERFEST”
Esse Grupo nasceu independente, sem forma jurídica determinada, mas de forma organizada. Na sua segunda reunião, logo após a festa Alemã de 1990 criou seu próprio estatuto e passaram a tomar suas próprias decisões.
A partir daí foram feitos contatos professores da cultura alemã da cidade de Blumenau, tradicional colônia alemã no estado de Santa Catarina, adquirindo desse contato subsídios para o aprendizado de danças, bem como as músicas que as acompanham e a características da indumentária típica.
Começaram a frequentar cursos e a participar de apresentações de dança Até que no dia 28 de novembro de 1992
Iniciou o movimento de desligamento definitivo do TEUTO e a Criação da ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA BRASIL ALEMANHA.
 Em 1992, 1993 e 1994 não houve Festa Alemã.
ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA BRASIL ALEMANHA
Foi oficialmente criada em 18 de maio de 1993 com a seguinte Diretoria: Presidente: Wagner Canelas da Costa/ Vices Presidentes ­Maria das Graças Shäefer, Vilmar dos Reis Duque. Secretários (as): Hilarina Anita Dal Médico, Janio Henrique Segrégio. Tesoureiros: Vilma Shäefer Munk. Conselheiros: Adalto Barra, Ricardo Möller, Luiz Carlos Barbosa, Luiz Antonio Stephan, Sueli Munk Nascimento, Gilson Carlos Barbosa.
Em 12 de Março de 1994 o Munique foi dissolvido e se criou o Departamento de danças Folclóricas da Associação sendo criados os grupos Jovem e Juvenil, cada um com 12 casais. O Grupo de Adolescentes (equivalente á atual categoria Infanto) recebeu o nome de SCHMETTERLING (Borboleta), em homenagem ao nome do bairro. O Grupo Infantil recebeu o nome de KINDER, que significa Crianças, equivalendo ao atual Kinder.
Posteriormente o SCHMETTERLING GERMANISCHE VOLKSTANZGRUPPE formou 08 categorias, sendo elas:
 KINDERGARTEN (4 a 7 anos - KLEINE KINDER (7 a 11 anos)
 GROSSE KINDER (11 a 15 anos) - JURGENDLICHE (15 a 18 anos),
ERWACHSENE (18 a 30 anos) - MANNERTANZ (homens adultos),
HEIMWEH (a partir de 30 anos) - SENIOREN (a partir de 45 anos)
FESTAS ALEMÃS A PARTIR DE 1995.
No feriado de Sete de setembro de 1995 começou o ciclo de festas alemãs sob a organização da ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA BRASIL ALEMANHA
A primeira foi realizada de 7 a 10 de setembro de 1995.   A diretoria da Associação estava composta pelas seguintes personalidades: Presidente- Maria das Graças Shäefer/Vice Presidente – Cristiano Hansem/ Secretários- Samuel Lima e Ana Lúcia Belgo/Tesoureiros- Vilma Shäefer Munk, Hilarina Anita Dal Médico.
Dai para frente até os dias atuais não aconteceram mudanças significativas no formato dessa festa durante esses anos, sempre realizadas próximo ao feriado de Sete de Setembro as festas continuam dentro do modelo de criação de 1990.
De uma maneira geral começam com uma “Caminhada da Fraternidade” do Marco até o local da festa, um culto ecumênico e abertura oficial.
As barracas de Comidas típicas e chope e artesanato são licitadas entre pessoas do bairro e algumas permanecem ligadas a entidades.
Sempre aconteceu o tradicional concurso de chope a metro
O SCHMETTERLING GERMANISCHE VOLKSTANZGRUPPE evoluiu bastante e chegaram a diversas categorias: KINDERGARTEN (4 a 7 anos - KLEINE KINDER (7 a 11 anos) GROSSE KINDER (11 a 15 anos) - JURGENDLICHE (15 a 18 anos), ERWACHSENE (18 a 30 anos)-MANNERTANZ (homens adultos), HEIMWEH (a partir de 30 anos) - SENIOREN (a partir de 45 anos
Sempre aconteceram apresentações representando outras culturas manifestações populares e apoio de pessoas ilustres.
  FATOS OCORRIDOS:
- Em 1996 um percalço quase tirou o brilho da festa, na sexta feira, durante o período de montagem, uma violenta tempestade inundou o espaço físico das barracas e impediu o funcionamento naquele dia. Apesar da recuperação nos dias seguintes decidiu-se que a partir daquele ano “a festa sempre começaria na véspera”, ou seja, um dia antes para evitar esses problemas de montagem em cima da hora.
- Em 2009 a festa foi muito prejudicada pelo adiamento por causa da Gripe suína. O Comitê Municipal de Enfrentamento da Influenza determinou o adiamento do segundo semestre letivo na rede municipal de ensino e a transferência de eventos de grande concentração popular para que a partir de 15 de setembro como forma de evitar a disseminação do vírus h1n1.
A comemoração que tradicionalmente acontece no feriado de 7 de setembro só foi acontecer de 1 a 4 de outubro, apesar desse fato,
A festa manteve o sucesso de anos anteriores.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Passamos pela história da colonização, pelas dificuldades, tristezas, decepções e alegrias. Comemoramos com os descendentes dos alemães e os amigos durante quase 20 anos, aproveitando a beleza das festas e a hospitalidade.
Vimos nossos objetivos serem atingidos.
O entusiasmo das festas atingiu um enorme grupo de pessoas que passaram a se dedicar a restaurar a cultura alemã efetivando grupos de dança, escrevendo sobre a colonização Alemã e diversas outras atividades culturais foram aparecendo ao longo dos anos.
O borboleta virou uma vitrine nos meses de setembro e a festa virou uma tradição de Juiz de Fora.
Nesse princípio do século XXI pode concluir que há imensa riqueza nessa história para que sirva de exemplo para as próximas gerações.
Procurem estudar mais a sua cultura, aprofundar essa experiência e aprender com o passado.
Isso serve para todos os povos que vieram para formar esse país maravilhoso.
Seja brasileiro de todo o coração, mas conheçam o seu passado e preservem a memória. 


 FESTA ALEMÃ 2015

Desenho de Adriano Clemente 
















6 comentários:

  1. Gosto muito do povo alemão,eles são alegres,gostam de festas com muitos amigos e são muito familiares gostam de musica ,assim cmo eu; são excelentes inventores.etc.

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  2. Muito bom esse blog! Explica tudo com muita clareza e o único que eu achei com esse assunto!

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  3. Caro Amigo Luiz Antonio: Somente agora tive oportunidade de visitar, com mais tempo, seu trabalho e quero lhe dizer que nossa história comum está muito bem retratada nesse seu espaço cultural. Por favor, aceitaria duas observações: No texto das Festas de 1969/19721975 - Consta o nome do então Diretor do Colégio CNEC como Reinaldo Lalau. Favor retificar para Major Reinaldo Lawal.
    E na foto do Portal Borboleta, inserir (se possível) que a partir de uma fotografia de Vicente de Paulo Clemente, da área do início do Bairro Borboleta, Adriano Clemente (primo de Vicente) desenhou, pintou o Portal em questão. Obrigado. Parabens pelas matérias que fidedignamente retratam sua (nossa) trajetória pela história das Festas Alemãs do Bairro Borboleta.

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  4. A grafia correta não seria Shäfer, em vez de Shaefer? Pelo menos é o que parece estar escrito no Brasão da família...

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  5. Shäfer e Shaefer estão corretos ä e ae são a mesma coisa na língua alemã.

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  6. Stephan, houve um pequeno equívoco na grafia do nome do meu avô. Trata-se de José Emílio Kelmer e não Kelper. Parabéns pelo trabalho. Att, Eduardo Kelmer.

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